
Melhores Práticas para Gerir Entregas na Construção
A gestão eficaz de entregas é essencial para evitar atrasos e custos adicionais em projetos de construção. Este artigo apresenta estratégias práticas para otimizar o processo, desde a escolha de fornecedores até ao uso de tecnologia.
Principais pontos:
- 95% dos projetos de construção sofrem derrapagens orçamentais e 61% são concluídos com atraso.
- A má gestão de entregas pode gerar custos elevados, como retrabalho e penalizações contratuais.
- Escolha fornecedores fiáveis com base em critérios como qualidade, preço e histórico de pontualidade.
- Planeie entregas alinhadas com o cronograma da obra, utilizando ferramentas digitais e margens de contingência.
- Inspecione materiais na receção, documente problemas e implemente soluções rápidas.
- Plataformas digitais, como o Assistente de vendas MAGO, agilizam cotações, rastreamento e gestão de entregas, reduzindo erros e custos.
Conclusão: Um planeamento detalhado, aliados confiáveis e o uso de ferramentas digitais são fundamentais para evitar problemas e garantir o sucesso de projetos de construção.
Estatísticas e Impacto da Má Gestão de Entregas na Construção
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Escolher e Trabalhar com Fornecedores
Escolher fornecedores fiáveis é um passo crucial, pois eles influenciam diretamente os custos, a qualidade e a continuidade das operações. Avaliar o Custo Total de Propriedade (TCO) é essencial, considerando fatores como transporte, seguros, armazenamento e até interrupções por falta de material. Um estudo recente aponta que 40% das empresas valorizam mais as condições de fornecimento – como integridade, identificação e embalagem dos materiais – enquanto 27% priorizam os prazos de entrega.
Para gerir fornecedores de forma estratégica, é útil classificá-los em categorias:
- Monopolistas: Detêm exclusividade tecnológica e têm maior poder de negociação.
- Habituais: Fornecem materiais regulares e essenciais.
- Especiais: Trabalham em projetos específicos, com encomendas personalizadas.
Os critérios de seleção variam conforme a categoria, mas incluem aspetos como:
- Qualidade: Certificações reconhecidas, como a ISO 9001, que é adotada em mais de 160 países.
- Preço: Análise detalhada do TCO.
- Fiabilidade de entrega: Histórico de pontualidade.
- Comunicação: Transparência e suporte técnico.
Como Selecionar Fornecedores Fiáveis
Antes de fechar parcerias, avalie a reputação, a saúde financeira e a conformidade fiscal dos fornecedores. Peça referências, analise amostras e, sempre que possível, visite as instalações para confirmar a capacidade de produção. Consulte listas restritivas que registam práticas como trabalho escravo ou infrações ambientais, para evitar riscos legais e proteger a imagem da sua empresa.
Outro ponto importante é testar amostras críticas de materiais em laboratórios independentes para garantir resistência e durabilidade. Sempre que possível, dê preferência a fornecedores regionais, que podem reduzir custos logísticos em até 15% e minimizar atrasos. Além disso, monitorize indicadores como o "On Time Delivery" (OTD) para medir a fiabilidade de forma objetiva.
Os contratos devem ser robustos, incluindo cláusulas de desempenho, penalizações por atrasos e planos de contingência, especialmente quando se trabalha com fornecedores monopolistas.
Estabelecer Canais de Comunicação Claros
Depois de selecionar os fornecedores certos, a comunicação eficaz é essencial para manter a eficiência operacional. Desde o início, defina claramente prazos, condições e expectativas através de contratos formais e manuais de políticas. Uma abordagem colaborativa pode ser benéfica, pois compreender as limitações e necessidades mútuas abre espaço para soluções mais práticas.
Partilhar indicadores de desempenho (KPIs) com os fornecedores é uma forma eficaz de incentivar melhorias contínuas e resolver problemas rapidamente. Além disso, reuniões regulares e visitas ao local de trabalho ajudam a ajustar o fornecimento às necessidades do projeto em tempo real. Uma boa comunicação não só evita atrasos, mas também garante que todas as partes estão alinhadas para cumprir os objetivos definidos.
Planear e Agendar Entregas
Criar um Cronograma de Suprimentos que sincronize a aquisição e entrega de materiais com os principais marcos do projeto é essencial. Estudos mostram que atrasos e desvios orçamentais são problemas frequentes em grande parte das obras. Este planeamento ajuda a evitar interrupções nas equipas e desperdício de recursos.
Alinhar Prazos de Entrega com o Cronograma da Obra
Para começar, é essencial integrar o planeamento de compras diretamente no cronograma físico da obra. Cada entrega deve especificar o material necessário, um prazo realista (considerando os tempos de entrega) e o responsável pela receção. Uma boa prática é adotar cronogramas de visão futura de três semanas, que ajudam a gerir as equipas no terreno, antecipar problemas e ajustar as entregas de acordo com o andamento da obra.
Atualmente, mais de 70% das empresas de construção já utilizam tecnologia BIM para simular o projeto antes da execução. Esta ferramenta permite prever as necessidades de materiais com maior precisão e identificar potenciais conflitos antes que estes ocorram.
"A gestão garante a otimização dos recursos disponíveis, evitando desperdícios e alocando adequadamente materiais e mão de obra." - Iván Tellez, Foco em Obra
Outro ponto importante é incluir margens de contingência estratégicas no cronograma. Estas margens ajudam a lidar com fatores externos, como condições meteorológicas adversas ou inspeções obrigatórias. Além disso, monitorize indicadores como "Eficiência de Uso de Materiais" e "Taxas de Desperdício" para ajustar os volumes de entrega e minimizar perdas. Ferramentas digitais, como o Assistente de vendas MAGO (https://gomago.co), oferecem funcionalidades como alertas automáticos para prazos de entrega, reduzindo erros humanos e mantendo todas as partes informadas. Este tipo de coordenação é essencial para preparar respostas rápidas a imprevistos.
Planos de Contingência para Atrasos nas Entregas
Mesmo com um planeamento rigoroso, atrasos podem acontecer. Por isso, é crucial preparar estratégias para lidar com esses imprevistos. Realize uma análise preventiva de riscos durante a fase de planeamento, identificando possíveis problemas, como escassez de fornecedores ou dificuldades logísticas. Esta análise ajuda a criar buffers de tempo e orçamento para situações inesperadas.
Mantenha um stock de segurança e fornecedores alternativos para materiais essenciais. Estabeleça protocolos de comunicação claros e promova reuniões regulares para que as equipas possam reagir rapidamente a desvios. A rastreabilidade em tempo real é outra ferramenta valiosa, permitindo identificar problemas antes que estes impactem o cronograma geral, especialmente em entregas críticas.
"Atrasos num entregável podem afetar a sequência das fases do projeto. Por exemplo, se um projetista não entregar a tempo, outro projetista de uma disciplina diferente pode ter de parar o seu trabalho." - Coordly
Por fim, confirme os prazos de entrega com os fornecedores ainda na fase de planeamento. Assim, garante-se que estes estão alinhados com os marcos arquitetónicos e de execução do projeto.
Receção e Inspeção de Materiais
Depois de um planeamento cuidadoso, é essencial garantir que os materiais entregues correspondem exatamente à encomenda original. Cada item deve ser comparado com a ordem de compra, as especificações técnicas e a fatura. Esta verificação deve ser feita de forma quantitativa (contagem, pesagem ou medição) e qualitativa (inspeção visual para identificar danos ou defeitos) logo após a chegada, antes de descarregar completamente. Este processo faz parte de um controlo de qualidade mais amplo, complementando o planeamento e a coordenação das entregas.
Verificar Qualidade e Quantidade
O primeiro passo é confirmar a quantidade dos materiais recebidos, contando, pesando ou medindo, para garantir que correspondem à guia de remessa e à encomenda feita. Se forem observados danos no veículo de transporte ou nos materiais durante a entrega, a mesma deve ser recusada, registando-se o motivo. Para os materiais aceites, utilize uma Ficha de Verificação de Material (FVM), uma lista de controlo padronizada que ajuda a assegurar que nenhum detalhe da inspeção é negligenciado. Esta ficha deve ser personalizada para diferentes tipos de materiais, como materiais a granel (ex.: areia) ou acabamentos (ex.: azulejos).
Sistemas ERP e plataformas digitais, como o Assistente de vendas MAGO (https://gomago.co), são ferramentas úteis para comparar faturas com ordens de compra, registar dados e arquivar fotografias. Indicadores como o OTIF (On-Time In-Full) ajudam a avaliar se as entregas foram feitas de forma completa e dentro do prazo. Além disso, scorecards de fornecedores permitem monitorizar problemas de qualidade e taxas de defeitos. Qualquer problema identificado deve ser registado imediatamente para resolução.
Registar Problemas e Encontrar Soluções
Se forem detetados desvios, utilize um Relatório de Não Conformidade (RNC) ou a própria FVM para documentar as discrepâncias. Anotações no verso da Nota Fiscal ou da guia de remessa são fundamentais, pois constituem um registo formal de que a entrega não foi conforme o esperado. Fotografias de materiais danificados ou incorretos também são indispensáveis para justificar qualquer reclamação.
O departamento de compras e o fornecedor devem ser notificados rapidamente para que sejam tomadas medidas, como a substituição de produtos defeituosos ou a entrega de itens em falta. Caso não seja possível devolver os materiais danificados de imediato, armazene-os numa área de "quarentena", devidamente identificada, para evitar o seu uso acidental. Toda a documentação - incluindo faturas, certificados de conformidade e relatórios de inspeção - deve ser centralizada num sistema digital. Isto facilita auditorias futuras, reclamações de qualidade e permite identificar padrões de problemas com fornecedores, ajudando a tomar decisões mais informadas no futuro.
Utilizar Tecnologia para Gerir Entregas
Gerir entregas manualmente, recorrendo a folhas de cálculo e chamadas telefónicas, é um método propenso a erros, que atrasa decisões e dificulta o acompanhamento das encomendas. As ferramentas digitais resolvem estes problemas ao centralizar informações, automatizar tarefas e fornecer atualizações instantâneas sobre o estado das entregas. Tudo isto ajuda a evitar atrasos e custos adicionais que podem comprometer o planeamento das obras.
Simplificar a Aquisição com Plataformas Digitais
Plataformas como o Assistente de vendas MAGO (https://gomago.co) revolucionam o processo de compra. Estas ferramentas permitem enviar uma lista única de materiais e receber orçamentos otimizados por inteligência artificial de vários fornecedores. Além disso, gerem negociações, verificam stocks e coordenam entregas de forma automática, eliminando a necessidade de contactar cada fornecedor individualmente. Este método reduz significativamente o tempo necessário para adquirir materiais e oferece maior controlo sobre os prazos e custos.
Um exemplo prático vem da MS Construções e Planejamento, liderada por Isve, que utilizou esta abordagem durante quatro anos até 2026. A empresa conseguiu reduzir os custos de materiais em 20% ao centralizar as compras e tirar partido do poder de negociação da plataforma.
"Nossa economia gira em torno de uns 20% só em material, sem contar tempo e time." - Isve
Já Bianca, gestora de obra no Estudio Emepe, adotou o sistema de cotações rápidas via WhatsApp e destacou:
"Conhecer o Mago agilizou 90% das compras de materiais para as obras!" - Bianca
Com esta solução, Bianca conseguiu garantir entregas no dia seguinte, um fator crucial para o cumprimento dos prazos.
Além disso, sistemas ERP baseados na nuvem complementam estas plataformas. Estes sistemas integram vendas, stocks, compras, finanças e logística num único espaço, permitindo atualizações automáticas de inventário e acesso a indicadores de desempenho em tempo real. Assim, reduzem-se erros humanos e facilitam-se decisões informadas, melhorando ainda mais a gestão de entregas.
Rastrear Entregas em Tempo Real
Outra vantagem da tecnologia é a capacidade de monitorizar cada etapa do processo de entrega em tempo real. Este acompanhamento oferece uma visão completa sobre o estado das encomendas, através de dashboards que preveem atrasos, priorizam entregas urgentes e permitem uma comunicação proativa com fornecedores. Isso ajuda a evitar interrupções no estaleiro e custos adicionais associados a mão-de-obra parada.
Além disso, a tecnologia promove uma ligação direta entre condutores e operadores logísticos, otimizando rotas e reduzindo tempos de espera. Ferramentas de planeamento de rotas ajudam a diminuir o tempo de viagem, os custos com combustível e a melhorar a eficiência geral das entregas. Notificações automáticas mantêm todos os intervenientes alinhados sobre alterações de prazos, enquanto relatórios de desempenho ajudam a identificar rapidamente problemas operacionais ou financeiros.
Sem um planeamento logístico adequado, aumenta o risco de retrabalho nos estaleiros. Por isso, estes sistemas são fundamentais para garantir previsibilidade, eficiência e, acima de tudo, a satisfação do cliente.
Conclusão
Gerir entregas de forma eficiente exige planeamento antecipado, fornecedores confiáveis e o uso de tecnologia. Iniciar o planeamento com uma antecedência de 6 a 12 meses permite negociar melhores condições e antecipar possíveis problemas antes que afetem o andamento da obra. Este período também possibilita compras em grandes volumes, o que reduz custos por unidade e facilita a gestão de armazenamento com entregas fracionadas.
Optar por fornecedores com um histórico de pontualidade comprovado ajuda a evitar custos causados por interrupções no trabalho. Solicitar três orçamentos permite comparar preços, prazos e qualidade, enquanto a verificação de certificações técnicas minimiza o risco de retrabalho devido a materiais inadequados. Com uma base sólida de fornecedores, é possível implementar ferramentas tecnológicas de forma eficaz.
A tecnologia desempenha um papel essencial na gestão de entregas, centralizando dados e automatizando processos. Ferramentas como o Assistente de vendas MAGO (https://gomago.co) ajudam a gerir informações, negociar com fornecedores e acompanhar entregas em tempo real. Sistemas de rastreamento permitem identificar atrasos rapidamente, facilitando ajustes sem comprometer etapas críticas do projeto.
Essas práticas não só reduzem custos como também garantem o cumprimento de prazos e melhoram a qualidade final. Manter uma reserva financeira de pelo menos 10% do orçamento total é essencial para lidar com imprevistos e variações de preços. Além disso, o uso de dashboards digitais para monitorizar indicadores de desempenho permite avaliar continuamente a eficiência dos fornecedores e do processo logístico.
Portanto, dedicar tempo ao planeamento, escolher parceiros confiáveis e adotar soluções tecnológicas adequadas são passos indispensáveis para proteger o projeto de atrasos, custos extras e problemas de qualidade, assegurando o sucesso de empreendimentos na construção.
FAQs
Que KPIs devo acompanhar para medir a fiabilidade das entregas?
Para medir a fiabilidade das entregas no sector da construção, é essencial acompanhar indicadores-chave como:
- Percentagem de Entregas no Prazo e Completas (OTIF): Este indicador avalia a eficiência e a pontualidade das entregas, ajudando a perceber se os prazos estão a ser cumpridos e se as entregas incluem tudo o que foi acordado.
- Grau de Qualidade das Entregas Provisórias: Este KPI foca-se em verificar se as entregas provisórias cumprem os padrões de qualidade estabelecidos, garantindo que o trabalho entregue está conforme o esperado.
Estes indicadores oferecem uma visão clara sobre a eficiência, pontualidade e conformidade das operações de entrega, permitindo identificar áreas para melhorias no processo.
Como calculo o Custo Total de Propriedade (TCO) de um fornecedor?
O Custo Total de Propriedade (TCO) não se resume apenas ao preço de compra de um ativo. Para obter uma visão mais completa, é essencial incluir todos os custos associados ao longo do ciclo de vida do bem. Aqui estão os principais elementos a considerar:
- Custos diretos e indiretos: Inclua despesas como transporte, instalação e formação, além de custos menos óbvios, como impacto na produtividade.
- Manutenção, consumo e depreciação: Considere o custo de manter o ativo em funcionamento, o consumo de recursos (energia, por exemplo) e a perda de valor ao longo do tempo.
- Reparações e custos operacionais: Não se esqueça de contabilizar possíveis avarias, peças de substituição e outros custos necessários para manter o ativo operacional.
Ao somar todos estes fatores ao preço de aquisição inicial, consegue determinar qual opção oferece a melhor relação custo-benefício a longo prazo.
Quando faz sentido usar o Assistente de vendas MAGO para gerir entregas?
Usar o Assistente de vendas MAGO para gerir entregas faz todo o sentido quando o objetivo é automatizar cotações, controlar custos, acompanhar preços em tempo real e evitar excesso de stock. Além disso, a plataforma simplifica a coordenação de compras com fornecedores e ajuda a reduzir desperdícios, tornando o processo muito mais eficiente.